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Escola Inclusiva

Informações sobre a inclusão em colégios alemães no exterior

Deliberação da Comissão Federal-Estadual para as atividades letivas de alemães no exterior de 11 a 12/12/2014

 

Os colégios alemães no exterior são colégios caracterizados pela diversidade. Nestes, alunos de diferentes fundamentos culturais e sociais aprendem com sucesso em conjunto. A heterogenia é reconhecida como enriquecimento. A partir da convenção das Nações Unidas sobre os direitos de pessoas com necessidades especiais (13/12/2006), é apresentada a exigência aos sistemas educacionais dos países signatários de permitir a todas as pessoas, com ou sem necessidades especiais, o livre acesso à educação em um sistema escolar inclusivo. Com a filiação da República Federal da Alemanha (26/3/2009) e a deliberação da Conferência dos Ministros de Educação e Cultura (20/11/2011), essa exigência se aplica, entre outros, também aos colégios alemães no exterior. No § 9 (1), 7 da Lei para o Incentivo dos Colégios Alemães [Auslandsschulgesetz], os colégios são solicitados a desenvolver um projeto para o estabelecimento e a extensão de aulas inclusivas.

 

No que diz respeito à acessibilidade no setor de educação, alguns alunos têm necessidades especiais nos colégios durante algum período ou permanentemente. Estas se baseiam em:

-      particularidades físicas;
-      particularidades no processo de aprendizado individual;
-      particularidades no comportamento social.


O objetivo é a eliminação de barreiras que dificultem o acesso e a participação de crianças com necessidades especiais. Mostra a experiência de que colégios que perseguem esse objetivo de forma construtiva e consequente desenvolvem-se como um todo, podendo lidar melhor com as necessidades individuais com todos os seus alunos. As presentes informações deverão apoiar os colégios no desenvolvimento de projetos inclusivos e se orientam nos conteúdos e na sistemática da característica de perfil "trabalho inclusivo" da inspeção federal-estadual.
 

O colégio aceita alunos com necessidades especiais.

Sobre a matrícula de um aluno decide a diretora ou o diretor do colégio.  Ela ou ele se consultará com um grupo de especialistas pedagógicos (os professores das classes, os diretores de Nível, as orientadoras e os orientadores educacionais ou pedagogos etc.) por ocasião do aceite de crianças com necessidades especiais. Os pais deverão ser incluídos no processo de matrícula. Estes deverão apresentar a biografia educacional completa, documentando-a com atestados e perícias. É importante garantir o sigilo.

A matrícula estará vinculada a acordos obrigatórios entre o colégio e os pais para a educação formal das crianças, que representam a base para o aceite do aluno. Os acordos são verificados em um processo contínuo e cooperativo, e também atualizados quando necessário.

Se for preciso apoio especial aos alunos no decorrer do desenvolvimento escolar, os processos necessários serão iniciados.

Deve-se considerar a situação local no país onde está localizada a escola.

 

Professores são qualificados para o trabalho inclusivo.

A qualificação para a realização de trabalho inclusivo tem duas dimensões em cada colégio:  por um lado, deve-se desenvolver uma forma de lidar com a heterogeneidade no âmbito do desenvolvimento geral das aulas e do colégio; por outro, é preciso profissionalização de professores que objetivem o aprendizado livre de barreiras a determinados alunos com as necessidades especiais acima citadas.

Medidas para o desenvolvimento das aulas e do colégio podem ser, por exemplo:

-      Apoio da comunicação em relação às aulas por meio do desenvolvimento da equipe.

-      Desenvolvimento de uma cultura de feedback diferenciada.

-      Criação de processos para a documentação do desenvolvimento individual do desempenho -  (veja também item 4.).

-      Treinamento regional.  

 

Medidas para a profissionalização, de acordo com o caso, podem ser, entre outras:

-      Ensino de conhecimentos em educação especial e aquisição das respectivas competências.

-      Estabelecimento de conferências dos profissionais de apoio.

-      Construção de redes locais (inclusão em possibilidades de reforço locais etc.).

-      Aquisição de conhecimentos sobre as condições macro legais e as estruturas de apoio no país-sede.

 

A infraestrutura permite uma vida e um aprendizado acessíveis.

A acessibilidade no colégio deverá ser interpretada como livre acesso aos processos de aprendizado. Assim, por exemplo, deficiências físicas podem impedir que os cadeirantes tenham acesso a determinados espaços do colégio. Deficiências visuais ou auditivas podem limitar o acesso a mídias ou à comunicação em sala de aula. Um aluno autista provavelmente entenderá determinados arranjos de aula como "pouco estruturados" e não ter acesso a estes.

A tarefa do colégio é buscar todas as possibilidades para reduzir essas barreiras. Do ponto de vista financeiro, a redução de barreiras para os alunos com deficiências físicas (por exemplo, cadeirantes) provavelmente será o maior desafio. Via de regra, o objetivo não será (e nem precisa ser) a acessibilidade a todas as salas de aula. Uma ampliação pragmática da acessibilidade partirá inicialmente dos acessos livres existentes e das possibilidades organizacionais, usando estes para uma educação o mais completa possível da respectiva criança.

No ponto de vista pedagógico, a educação de alunos com necessidades especiais no processo de aprendizado individual ou no comportamento social representa um desafio significativo que deverá ser respondido com as medidas acima descritas sobre o desenvolvimento das aulas e da escolarização, assim como a profissionalização conforme o caso.

A principal ideia é sempre fazer o vínculo do aluno com as propostas em sala de aula.

 

A avaliação do desempenho deve considerar as possibilidades individuais dos alunos com necessidades especiais.

Sobre a situação de aprendizado acessível, os alunos deverão receber um feedback individual de seu progresso de desempenho.

Para fazer jus às necessidades especiais dos alunos na avaliação do desempenho, é possível conceder uma compensação por desvantagem. Aqui fazem parte, por exemplo, um tempo de prova maior, um preparo especial dos enunciados das provas, uma ata da prova por um assistente, a disponibilização de uma sala de prova especial, a transformação de um texto em áudio ou vice-versa etc.

O processo para conceder a compensação de desvantagens por ocasião do Abitur Internacional alemão é descrito nas respectivas diretrizes no item 1.8, conforme segue:

Compensação de desvantagens na fase de qualificação e no exame do Abitur

 

Princípio

Aos alunos com necessidade especial de reforço pode ser concedido, no âmbito de uma decisão individual, uma compensação das desvantagens na fase de qualificação e no exame de Abitur, que pode consistir dos seguintes componentes:

-         Medidas organizacionais do colégio.

-         Auxílios técnicos.

-         Apoio de pedagogos ou assistentes com formação em educação especial.

-         Medidas metódico-didáticas.

-         Compensação de desvantagens na avaliação do desempenho.

 

A compensação de desvantagens, especialmente nas avaliações de desempenho, deverá ser solicitada por escrito pelo aluno ou seu responsável mediante a apresentação de um atestado médico de um especialista.  A decisão sobre a solicitação individual durante a fase de qualificação e para os exames do Abitur fica a cargo do encarregado da Conferência dos Ministros de Educação e Cultura competente para o colégio com base na solicitação, assim como o parecer da diretora/ do diretor do colégio, incluindo planos de apoio e recomendações de medidas concretas para a compensação da desvantagem.

Em regra, deve-se atentar para que essas medidas compensem a necessidade especial específica, sem alterar o perfil das exigências do exercício.

No Certificado de Habilitação para o Ensino Superior Alemão, não deverão constar comentários sobre a concessão de uma compensação de desvantagens.

No Ensino Médio e no Abitur, não está prevista uma desconsideração dos princípios gerais da avaliação de desempenho.

Medidas

As medidas citadas a seguir em relação a uma compensação de desvantagens têm caráter informativo e não pretendem ser completas:

Medidas organizacionais no colégio para as aulas em curso:

-           Seleção de uma sala de aula adequada (tamanho, ruídos, iluminação, local adequado para sentar etc.).

-           Ajudas voluntárias de outros alunos (vizinho,  ajuda na mudança para outra sala de aula, disponibilização de anotações / scripts).

-           Formação de classes com poucos alunos, conforme as possibilidades no colégio.

-           Determinação de pessoas de contato confiáveis ou de uma pessoa de contato responsável ("professora acompanhante" ou "professor acompanhante").

-           Informação e consultoria à professora ou ao professor de classe (tipo de necessidade de apoio, medidas para a compensação de desvantagens, treinamentos etc.).

-           Informação e apoio ao pai/ à mãe responsável ou aos colegas de classe.

-           Disponibilização de espaços adicionais e instalações adequadas (por exemplo, toalete, acessos, elevador).

-           Considerações na elaboração do horário.

-           Integração adequada em eventos escolares (por exemplo, excursões, viagens, festas).

 

Ajudas técnicas:

Conforme a necessidade de apoio, o colégio deverá disponibilizar as ajudas técnicas apropriadas (por exemplo, computador, mesas adequadas).

Medidas metódico-didáticas:

 -         Linguagem clara e articulada em um volume normal.

 -         Maior visualização ou verbalização dos conteúdos lecionados em sala de aula.

 -         Disponibilização de materiais didáticos de forma adequada e em quantidade suficiente (por exemplo, scripts, cópias, ampliações) .

 -         Consideração de uma necessidade maior de tempo.

 

Compensação de desvantagem por parte do colégio na avaliação de desempenho:

-          As tarefas podem ser colocadas por escrito ou verbalmente.

-          Uso de folhas de exercício adequadas (por exemplo, ampliações).

-          Aumento do tempo de trabalho em até 50 por cento.

-          Consideração da tolerância de estresse em situações de provas (por exemplo, a concessão de intervalos, disponibilização de espaços e monitores adicionais).

-          Uso de recursos técnicos (por exemplo, computadores, leitoras).

-        Uso de formas de avaliação: Se os alunos, por exemplo, devido às suas necessidades de apoio especiais, tiverem muitas dificuldades em cumprir as exigências das avaliações de desempenho escritas ou orais (por exemplo, representações gráficas para alunos com deficiências visuais, testes de compreensão oral para alunos com deficiências auditivas), eles deverão receber tarefas substitutas equivalentes.

A solicitação de uma compensação de desvantagem ao encarregado da Conferência de Ministros e Cultura competente pelo colégio deverá ser acompanhada de uma documentação do colégio sobre as medidas realizadas até o momento para a compensação de desvantagens.

Analogamente, deve-se proceder nos exames finais e nas provas centrais no Ensino Fundamental Nível II.

 

O lema do colégio entende heterogenia como chance

Um colégio, que lida com as demandas individuais de uma criança com necessidades especiais e que age a partir da perspectiva da criança, é um colégio que se desenvolve nesse processo. Aqui, também as necessidades das demais crianças passaram mais para o primeiro plano. A experiência mostra que especialmente a inclusão pode impulsionar bastante o desenvolvimento em sala de aula. Nas aulas inclusivas, fica especialmente claro, que a solução de problemas funciona melhor em equipe. A criação de multiperspectividade, a distribuição da responsabilidade sobre vários ombros, a criação de janelas de tempo para uma troca de ideias entre colegas são medidas que melhoram o desenvolvimento de cada aula e que incentivam o olhar para o indivíduo.

Um colégio que consegue fazer isso colocará em foco cada vez mais os pontos fortes e não os déficits dos alunos, sua heterogenia é percebida como recurso e chance em sala de aula. O caminho dessa experiência até um respectivo lema é desenvolvido de forma sustentável no colégio.

Explicação do conceito (ainda será complementado; versão: Nov de 14):

 

 

Inclusão /

Integração

 

      A INCLUSÃO parte do princípio que somos todos diferentes e que temos o direito de não sermos excluídos por causa dessas diversidades.

      A INTEGRAÇÃO foca em perceber as diferenças. Ela distingue entre o normal e o que deve ser integrado - atribuindo a este um papel especial.

      A integração pode ser realizada como uma medida dentro de um sistema existente. A inclusão é baseada em uma atitude que coloca o aluno no centro, há necessidade de alterações sistêmicas, mas tem também o potencial para maior desenvolvimento do colégio.

 

Acessibilidade / Participação

 

 

Necessidade

de apoio

de pedagogia

especial

 

      Na Alemanha, frequentemente se distinguem entre as seguintes necessidades de apoio de

      pedagogia especial:

      - Desenvolvimento físico-motor

      - Visão

      - Audição

      - Desenvolvimento linguístico

      - Autismo

      - Aprendizado

      - Desenvolvimento mental

      - Desenvolvimento socioemocional

      Dislexia, assim como discalculia não justificam a necessidade de um reforço de educação especial. Não obstante, deverão ser tomadas medidas de acessibilidade, como a compensação de desvantagens.

 

Com:

* Mesmo objetivo

* Objetivo diferente

 

      Crianças que recebem reforço com o foco em aprendizado ou desenvolvimento mental ("slow learner"), enquanto estiver constatada a necessidade de reforço, não perseguem em sua educação o objetivo de conquistar o Certificado de Habilitação para o Ensino Superior Alemão. Isso os diferencia das demais crianças de uma classe inclusiva. Estes são educados "com objetivo diferente". A avaliação do desempenho é realizada a partir de critérios diferentes do que para os colegas.

      As crianças com outros focos de reforço têm, todavia, aulas com os "mesmos objetivos". O seu desempenho é avaliado conforme os mesmos critérios de seus colegas. Uma compensação de desvantagem deverá reduzir as desvantagens que os alunos sofrem pela sua deficiência.

 

 

Profissões inclusivas no dia a dia letivo podem ser, por exemplo:

 

 

       

 

      Assistente escolar (assistent/ shadow) pedagoga de inclusão / pedagogo de inclusão (em regra:

      pedagoga de educação especial / pedagogo de educação especial, antigamente: professor de

      ensino especial). 

      Psicopedagoga / psicopedagogo, orientadora educacional / orientador educacional

      fonoaudióloga / fonoaudiólogo terapeuta linguístico.

 

 

Conceito de inclusão do Colégio Humboldt | Die Deutsche Schule in São Paulo

O artigo 24 da Convenção dos Estados Unidos, de 13 de dezembro de 2006, sobre os direitos de pessoas com deficiência, fortalece o direito destas de ser promovidas integralmente.

Em cooperação com outras escolas alemãs no exterior e com base na respectiva legislação brasileira, o Colégio Humboldt coloca essa convenção em prática por meio do conceito de inclusão a seguir.

Missão da escola

O Colégio Humboldt se entende como uma escola de uma cultura de aprendizagem marcada por um clima de tolerância e respeito por meio da aprendizagem social e individualizada, focada no aluno. A educação no Colégio visa à autonomia e responsabilidade pessoal, promovendo o desenvolvimento integral de alunas e alunos por meio de competências disciplinares, sociais e metodológicas, bem como de pensamento criativo. Contribuem, para esse objetivo, as ofertas de ensino diferenciadas e individualizadas.

Nesse contexto, a heterogeneidade dos alunos, naturalmente vivida em uma escola de encontro, e entendida como um fator enriquecedor, assim como o foco em necessidades individuais e nas virtudes de uma criança são vistos como uma contribuição para o desenvolvimento sustentável da qualidade de uma escola.

Definição de necessidades especiais

Necessidades pedagógicas especiais podem ser detectadas, temporariamente ou permanentemente, nas áreas listadas a seguir:

- aprendizagem (inclusive superdotação);

- língua;

- desenvolvimento emocional e social.

Assim como em focos específicos:

- desenvolvimento corporal e motor;

- desenvolvimento mental;

- audição e comunicação;

- visão;

- autismo.

 

Objetivos gerais

Desenvolvimento de uma cultura de inclusão dentro da comunidade escolar, baseada na convivência e na aprendizagem de todas as alunas e todos os alunos com suas propriedades e particularidades.

Objetivos específicos

  • Instalação de um Centro de Inclusão e Apoio ao Desenvolvimento – CIAD.
  • Observação de alunos com dificuldades evidentes no processo de aprendizagem e início de um processo de diagnose.
  • Avaliação e planejamento de medidas necessárias para o acesso sem obstáculos à aprendizagem e elaboração de planos de promoção individuais.
  • Discussão e elaboração de aspectos curriculares apropriados, adaptações necessárias e, respectivamente, medidas de apoio e promoção.
  • Sensibilização de todos os envolvidos na escola (direta ou indiretamente) para a questão da diversidade.
  • Apoio aos pedagogos e docentes em todas as questões da educação inclusiva.

 

Etapas do desenvolvimento

  • Implementação do CIAD no organograma da escola.
  • Elaboração de planos individuais de promoção e adaptações funcionais para todos os alunos com necessidades especiais ou com distúrbios funcionais.
  • Desenvolvimento de opções de ação pedagógica alternativa para os respectivos alunos.
  • Desenvolvimento de meios de apoio pedagógicos e didáticos que possam facilitar os processos de ensino e de aprendizagem.
  • Elaboração e análise da legislação no contexto da educação inclusiva.
  • Criação de grupos de trabalho e de discussão.
  • Oferta e realização de oficinas para educadores, professores coordenadores e diretores como possibilidades para a reflexão sobre as condições e processos (também emocionais) da pedagogia inclusiva.
  • Oferta e realização de palestras para pais ou grupos de pais.
  • Oferta e realização de eventos lúdicos para os alunos, com foco no público portador de deficiência.
  • Formação contínua de professoras e professores, complementada por medidas para alunos, pais e todos os colaboradores.
  • Troca de experiências com outras instituições brasileiras, principalmente com outras escolas alemãs no Brasil.

 

Meios

Inicialmente, serão usados recursos já existentes. Caso seja necessário, a direção e o conselho de pais tomarão as providências apropriadas.

 

Cronograma:

 

1º Semestre 2017

Medidas

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Planejamento

x

 

 

 

 

 

Pós-formação de todos os professores

 

x

 

 

 

 

  • Seminário: inclusão para todos os professores

 

 

x

 

 

 

  • Seminário: distúrbios auditivos

 

 

 

x

 

 

  • Seminário: dislexia

 

 

 

 

x

 

  1. Listagem de todos os alunos com necessidades educativas especiais

 

 

 

 

x

 

Elaboração do conceito de inclusão

 

 

 

 

 

x

Escolha e aquisição de material de apoio

 

 

 

 

 

x

 

2º Semestre 2017

Medidas

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

  • Instalação do CIAD

 

x

 

 

 

 

Pós-formação de todos os professores

 

 

 

 

 

 

  • Distúrbios de percepção e hiperatividade

 

x

 

 

 

 

  • Superdotação

 

 

x

 

 

 

  • Autismo

 

 

 

x

 

 

  • Estratégias de ensino: tipos de aprendizagem

 

 

 

x

 

 

  • Adaptação de formatos de provas para alunos inclusivos

 

 

 

 

x

 

  • Oficinas para a sensibilização dos professores

 

 

 

 

 

 

  • Criação de grupos de trabalho e de discussão

 

x

 

 

 

 

  • Avaliação (2018)

 

 

 

 

x

x

 

Avaliação

Uma avaliação é baseada 70% em dados quantitativos (alcance dos objetivos) e 30% em dados qualitativos (desenvolvimento da aprendizagem dos alunos em cada medida oferecida e aos meios de apoio), definindo, eventualmente, a revisão de objetivos ou a criação de novos para 2019-2020.

 

Anexo 1

Criação do CIAD

O CIAD (Centro de Inclusão e Apoio ao Desenvolvimento) é, inicialmente, composto por colaboradores que, na escola, já trabalham na área da inclusão e estão familiarizados com seus projetos escolares e pedagógicos e com sua forma de organização.

Em um segundo passo, os membros do CIAD planejarão as medidas e coordenarão o processo de planejamento juntos com o grupo de professores.

Além disso, cabe aos membros do CIAD adotar tarefas técnicas específicas no processo de inclusão, definir prioridades e planejar as medidas desejadas para o ano letivo.

Tarefas/responsabilidades do CIAD

Professoras e professores:

  • sensibilização para diversidade e diferenças e informação sobre vários diagnósticos: suas causas, sintomas e métodos de tratamento; reflexão e comunicação sobre diferentes tipos de estratégias de aprendizagem e sobre adaptações para provas e outras atividades;
  • desenvolvimento de planos individuais de promoção;
  • realização de conferências de Promoção;
  • elaboração de formatos de provas e análise de utilização delas;
  • elaboração de estratégias de aprendizagem variadas/diferenciadas;
  • adaptação dos formatos de provas e realização de análises diagnósticas;
  • desenvolvimento e realização de pós-formação para os professores.

Alunas e alunos:

  • classificação dos alunos pela necessidade de promoção;
  • encaminhamento para análise externa;
  • oferta/realização de projetos apropriados (inclusive lúdicos) para os alunos para a sensibilização e a conscientização para a diversidade.

Pais:

  • orientação dos pais;
  • realização de eventos informativos, com pais, professores e especialistas externos sobre a organização/análise de medidas inclusivas;
  • organização de palestras para grupos de pais e toda a comunidade escolar no contexto de educação, autonomia, sexualidade, limites, drogas, bullying, vida saudável, tensão e educação midiática.

 

Anexo  2

Plano individual de promoção e medidas de promoção para alunos com necessidades especiais e distúrbios funcionais

Etapas e processos:

  1. anamnese do histórico familiar, da vida escolar até então e, eventualmente, da terapia realizada pelo aluno;
  2. descrição das habilidades e dificuldades do aluno, realizada pelos professores, pelo coordenador e pelo CIAD;
  3. conferência pedagógica – pedagogos, professores, membros do CIAD – para listagem/esclarecimento de habilidades e problemas/dificuldades do aluno;
  4. desenvolvimento do plano individual de promoção e das medidas de adaptação necessárias junto com os membros da conferência pedagógica;
  5. conferência com os pais e os especialistas externos para a sintonização das medidas inclusivas determinadas;
  6. monitoramento das medidas determinadas: visitas em sala de aula, conversas de avaliação;
  7. avaliação das medidas determinadas.

 

28/06/2016

Burkhard Ost  - Diretor alemão -